|
Desenvolvimento Sustentável e metas próximas a atingir
Desenvolvimento
Sustentável, segundo a Organização das
Nações Unidas, é aquele que atende às
necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de que as
gerações futuras satisfaçam as suas
próprias necessidades, tendo esta ideia sido divulgada em 1972,
tendo depois sido adoptado a partir de uma reunião em 1992 no
Rio de Janeiro, visando procurar o equilíbrio entre a
protecção ambiental e o desenvolvimento económico.
Mais tarde o conceito evolui passando a realçar três
bases interdependentes e mutuamente sustentadoras —
desenvolvimento económico, desenvolvimento social e
protecção ambiental. Neste conceito reconhece-se a
complexidade e o interrelacionamento de questões cruciais
como a pobreza, o desperdício, a degradação
ambiental, a decadência urbana, o crescimento populacional, a
igualdade dos sexos, a saúde, e os conflitos e atentados
aos direitos humanos.
A Estratégia de Desenvolvimento Sustentável portuguesa,
visa a integração e projecção até
2015 de diversos instrumentos de planeamento estratégico,
analisando alterações climáticas e de energia,
baseada na segurança de abastecimento, estímulo e
favorecimento da concorrência no sector, e alcance de uma
adequação ambiental do processo energético.
• No que diz respeito às energias renováveis, estabelece
um objectivo de produção de electricidade a partir de
fontes de energias renováveis em 2010, em 45% do consumo bruto
de electricidade.
• Quanto a eficiência energética, com vista à
redução dos impactes ambientais e da intensidade
energética, pretende-se reduzir em cerca de 10% o consumo de
energia naquele prazo.
Pretende-se um aproveitamento alargado do potencial científico,
tecnológico e cultural como suportes de competitividade e
coesão, da internacionalização e da
preparação das empresas para a competição
global, mediante parcerias internacionais em ciência e tecnologia
e do ensino superior.
No ponto de vista ambiental o enfoque vai no sentido impulsionar a
atenção ao ciclo de vida dos produtos, tendo em vista
modos de produção e consumo sustentáveis visando
uma gestão de resíduos integrada. Aplicando o
princípio da responsabilidade alargada do produtor com o
envolvimento de entidades gestoras licenciadas, faz-se recair em todos
os operadores económicos no ciclo de vida do produto,
preocupações quanto à quantidade e perigosidade de
resíduos gerados, ao cumprimento da hierarquia de gestão
dos resíduos, estabelecendo metas para a
reutilização, recolha, reciclagem e
valorização, ao alcance de objectivos de
informação e sensibilização, e de
Investigação e Desenvolvimento.
Procura-se assim que o envolvimento da sociedade civil e dos
cidadãos, no desenvolvimento
sustentávelconstitua um pilar fundamental no sucesso das
directivas de sustentabilidade, enquanto se vai registando um
envolvimento crescente dos sectores empresariais nas políticas
de responsabilização social, assente nestes quatro sectores fundamentais: sociedade, ambiente, economia e cultura.
|
|
|
|