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Energia Eólica: investimentos crescentes em aerogeradores como alternativa ecológica
A Energia Eólica graças aos seus altos aerogeradores, são os novos moinhos de vento, equivalentes àqueles mecanismos que tanto incomodavam D. Quixote na obra prima de Cervantes. Como grande alternativa das energias renováveis, já que não depende da captação de recursos perenes, a Energia Eólica é hoje uma das mais bem aceites e acalentadas indústrias.
Provavelmente, muitos dos que se interessam pelos assuntos das novas energias, não conhecem bem porque se chama eólica a este tipo de energia.
No entanto, talvez ainda não tenham esquecido que na mitologia grega Eolo foi o deus dos ventos, pelo que não seria necessário mais nenhum comentário para encontrar a explicação para se dar o nome de eólica à energia gerada pelo vento.
Mas para que todos fiquem bem elucidados, só mais um pouco de erudição, como se ainda estivéssemos sentados no banco da nossa escola.
No entanto, as opiniões dos que estudam o assunto divergem
muito.
É que apesar do deus grego não deixar de ter o seu nome ligado a esta nova forma de investir em energias alternativas, a palavra eólica deriva do latim Aeolicus, que significa pertencente ou relativo a Eolo. Nada mais simples!
Apesar da energia produzida pelo vento estar “na moda”, não podemos ignorar a existência de barcos movidos pelo vento, os quais utilizam ainda, embora com toda a sofisticação introduzida pelas novas técnicas, os “panos” a que o homem de antanho chamou velas.
Também não é preciso recuar muito no tempo, para nos lembrarmos que os cereais eram transformados em farinha através dos moinhos movidos a vento.
Constatamos assim que o Homem não inventou nada de novo ao criar os aerogeradores que começam a povoar o topo de muitos montes. Estes investimentos compensam largamente o risco que a exploração de outros meios alternativos apresentam, pela falta de segurança ou caducidade das reservas como acontece com o
petróleo.
Esta “novas velas” constituem um meio de aproveitar um recurso energético abundante (desde que o vento não deixe de soprar!) e, sobretudo, uma “energia limpa”, pois não provoca a emissão dos gases que tanto preocupam os ecologistas. É também uma energia segura para as populações, dado os locais isolados onde são colocadas as torres que com as sua pás produzem essa energia, a qual, para chegar ao utilizador, não necessita das tão discutidas torres e cabos que distribuem a energia de alta tensão.
A demonstrar a importância desta fonte, está o facto de na Espanha a sua utilização ter quadruplicado entre 1999 e 2005, e em Portugal, em 2007, esta energia representar já 61,5% da produção geral.
Esperemos pois que Eolo continue a influenciar as decisões dos homens, no sentido de investirem cada vez mais em aerogeradores como soluções limpas e não poluentes da energia eólica.
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