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Energia Hidráulica continua a crescer com novas barragens previstas
A energia hidráulica, também chamada de energia hídrica, é o resultado da aplicação da força da água existente nos rios, lagos e até nos mares. Lembremo-nos das tradicionais azenhas e dos moinhos de marés, para verificarmos como é antigo o aproveitamento da energia hidráulica por estes engenhos das águas correntes dos riachos e rios bem como do refluxo das marés.
O princípio que está na base destes meios geradores de energia, é basicamente o mesmo que se utiliza nas barragens - a transformação da energia hidráulica em energia mecânica, através da utilização da força produzida por um eixo que faz accionar a simples mó da azenha ou as turbinas da central eléctrica de uma barragem.
Porque nem sempre a quantidade de água que corre nos rios é a mesma, para que não haja interrupções prolongadas da produção energética, também desde sempre o homem procurou regularizar esses caudais, construindo as pequenas represas ou as grandes barragens. Dado que esta últimas são as que têm capacidade para armazenar grandes massas de água, todos os países que possuem recursos hídricos mais abundantes têm optado por este meio de produzir energia, o que acontece também em Portugal, onde se ensaia já uma nova forma de captação dessa energia – o aproveitamento dos movimentos das ondas marítimas.
A reforçar a importância das centrais hidroeléctricas, o Governo português prevê a construção de mais 10 novas barragens.
A energia hidráulica faz parte das energias com a sigla FER – fontes de energia renováveis, utilizadas na produção de energia eléctrica.
É tal a importância destas FER, que a União Europeia, quando em 2001 englobava 15 países, estabeleceu para estes uma meta de 22% da electricidade a ser obtida a partir das fontes renováveis. A certificar a intenção de Portugal em utilizar as FER, está o facto de então ter assumido o valor de 39% para a sua quota, a terceira maior depois da Áustria e da Suécia, percentagem que já alterou em 2007, fixando o objectivo de produzir, até 2010, 45%.
Esta decisão é da maior importância, dado que Portugal em 2005 importava 87,2% da energia que consumia. Em 2007, Portugal tinha já 65% da energia instalada ( interna) proveniente da energia hidráulica.
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