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Meio Ambiente protegido com energias alternativas
Que Energias Alternativas?
Água? Sol? Biomassa? Vento?
São pelo menos quatro as hipóteses a ter em conta, e
já em exploração em muitos locais, para cumprir o
objectivo da Comissão Europeia. E qual era?
Que em 2007, 20% da energia consumida nos países da Europa
comunitária seria obtida das fontes acima mencionadas.
Claro que a aposta nestas energias alternativas, reduzirá a
utilização do
petróleo na produção
de electricidade mas não resolverá o problema dos
transportes nem da indústria petroquímica.
É assim que, mais uma vez, a única solução
para reduzir a importância do petróleo nos transportes
mundiais passa pela oferta cada vez maior de viaturas movidas por
biocombustiveis ou pela energia das baterias de lítio.
No entanto, e de momento, tal não passa de um objectivo
difícil de concretizar a curto e mesmo a médio prazo,
já que o aumento do parque automóvel dos chamados
países emergentes-India, China, Brasil- triplicou o consumo de
petróleo nas duas últimas décadas.
Por outro lado, como a China prevê aumentar seis vezes o seu
parque auto até 2020, parece quase certo que ainda não
é nos anos mais próximos que as baterias de lítio
e os biocombustiveis vão reduzir muito a
utilização do petróleo.
Mas como não há bela sem senão como diz o povo,
também a utilização dos biocombustiveis
está a ter, e terá cada vez mais, consequências
bastantes negativas no preço dos cereais que são
utilizados na obtenção dos tais biocombustiveis, o que
provocou já a nível mundial, um aumento de 30% no custo
dos alimentos.
Estamos pois perante a velha questão do “lençol curto”-
para diminuir o consumo do petróleo, estamos a aumentar a
possibilidade da falta de cereais vir a ser um facto com maior
acuidade, bem como o acréscimo dos níveis de CO2, em
consequência da desflorestação necessária
para criar solos para dar lugar à cultura desses cereais.
É porque este tipo de “solução” pode vir a ter
consequências mais graves que o facto de a oferta de
petróleo não corresponder à sua procura, que dois
estudiosos ingleses consideram que só a mudança de estilo
de vida fortalecendo a procura de energias alternativas poderá evitar conflitos sociais consequentes do facto
bizarro, mas verdadeiro, de que a falta de petróleo implica
aumento nos custos dos alimentos ou até mesmo a sua falta.
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